Sonhos 1
Buck nunca havia notado o quanto os braços de Roy eram peludos.
Observou enquanto estavam sentados no banco enquanto um companheiro competia. Sentiu o impulso de tocá-los, mas se segurou. Por um momento imaginou como eles cresceriam quando Roy se transformasse. Continuariam loiros?
A luta acabou: ganharam! Todos comemoram e vão para o vestiário.
Então Buck se vê só, sentado no banco enquanto todos vão saindo. Um único chuveiro continua ligado: era Roy.
A água para de cair.
Buck olha com o canto dos olhos Roy
sair enxugando os cabelos, deixando o púbis à mostra, de um loiro amendoado, quase
ruivo. Roy olha e sorri quando Buck desvia os olhos e volta a por os sapatos.
- Eu sei que você está olhando, Buck.
Roy se aproxima. Buck encara o chão quando vê a tolha caindo.
Engole seco
quando escuta: “Vem, pode tocar! Veja como eles são macios!”
Sem ter coragem de levantar a cabeça Buck sente-se tremer, enquanto vê os pelos
das pernas de Roy ficando cada vez mais grossos, assim como a sua musculatura
aumentando drasticamente.
Tomou coragem e encarou: era uma versão muito maior de Roy, com o rosto coberto por pelos que se
confundiam entre barba, cabelos e pelos do peito. Não resistiu: encostou o rosto.
Sentiu a respiração ofegante de Roy, que parecia rosnar.
As enormes mãos
deslizaram pelo seu corpo, enquanto rasgavam sua roupa silenciosamente. Estava
entregue quando sentiu a língua áspera daquela besta percorrer seu corpo. Olhou
para baixo: era Roy?
Por um momento entre os pelos loiros pôde ver Garcia, que sorria e o dominava,
jogando-o contra a parede. Gostou de sentir as unhas riscando suas costas. Tentou
segurar o gemido: não conseguiu.
Ele riu, mas não era a risada de Garcia, tampouco de Roy.
Esforçou-se para virar e ver quem estava ali. Começou a sentir um cheiro ruim: um cheiro doce que o fez querer vomitar: era Dick que esfregava sua carne nauseabunda em seu corpo.
Acordou.

Comentários
Postar um comentário