Uma visita esperada
A porta automática estava trancada. Aproximou um aparelho do tamanho de uma calculadora, que emitiu uma serie de ruídos e a porta não se abriu. Ele suspirou. Olhou para trás em direção ao carro e, não vendo ninguém, executou uma serie de movimentos rápidos com a mão direita, que foram seguidos do estalar da porta sendo aberta. O hall estava vazio, continuou até a escada, onde sacou a pistola do coldre sob o paletó preto. Venceu em silêncio total os andares que o separavam de seu objetivo. Parou em frente à porta, suspirou sem emitir um único som: sabia que sua vida estava em perigo. Experimentou a maçaneta: a porta estava destrancada. Bom ou mau sinal? Entrou. A sala estava bem organizada, com livros espalhados sobre alguns móveis, além de uma taça de vinho vazia na mesa de centro. Caminhou até a porta que conduzia ao corredor do quarto e banheiro (tinha a planta memorizada). Porta do banheiro aberta: vazia. Porta do quarto semiaberta. Empurrou com o ombro, enquanto em...